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Mensagem de Dom Pedro para a Quaresma


Conversão do Coração para uma conversão de atitudes


A quaresma que ontem iniciamos, é tempo privilegiado de conversão, de combate espiritual, de jejum medicinal e caritativo, mas é sobretudo tempo de escuta da Palavra de Deus. Convertei-vos e crede no Evangelho! Estas são as palavras chaves deste tempo, um convite de Jesus Cristo para nós. Estas são palavras que ouvimos ao recebermos as cinzas, cujo significado é chamar-nos à realidade de nossa vida concreta: quais os caminhos que estou percorrendo? O que estou fazendo de minha vida? Como está meu relacionamento com Deus e com os irmãos?


Temos, não raro, separado este convite em duas partes: Convertei-vos de um lado, e crede no Evangelho de outro. Pregamos uma conversão muito intimista, na linha da moral, de cumprir as obrigações para com Deus e o próximo. Não temos bem presente a segunda parte que é crer na Palavra de Deus com toda força. Existem infelizmente muitos católicos “convertidos” que não creem plenamente no Evangelho. O Evangelho não nos fala somente de uma conversão moral e pessoal, mas de um modo novo de viver. Qual é este modo novo de viver? É o Reino de Deus, que é um reino de relações novas com Deus e com os irmãos. É uma sociedade onde não basta você ser justo e bom, mas é necessário que você promova e se comprometa com a justiça, a bondade e a fraternidade.


A primeira leitura que ouvimos na missa da quarta feira de cinzas, do profeta Joel (cf. l 2, 12-18) fala do convite que Deus faz, através deste profeta, para que o povo se converta. Devemos ver nos acontecimentos da história de cada dia, um sinal de Deus que nos chama à conversão. Por tudo isto, a quaresma, mais que preparação para a Páscoa, é uma oportunidade, de refazermos com Jesus os passos de sua missão, paixão, morte e ressurreição a partir de seu batismo no rio Jordão, e a partir de nosso próprio batismo. Nestes quarenta dias, vamos refazer os passos de Jesus caminhando com Ele. Refazer o seu programa batismal que é o nosso, escutando, anunciando e fazendo intensamente cada vez mais, as obras do Reino, passando pela cruz e ressurreição que são a consumação do batismo.


Ontem começamos este itinerário que vai terminar na noite pascal, quando vamos renovar as promessas de nosso batismo. Vamos renovar as promessas de assumir mais decididamente a obediência filial ao Pai, como fez Jesus, e o dom de si aos irmãos, no amor serviço, a exemplo de Cristo Jesus. Este é o sacrifício “espiritual” verdadeiro a que somos chamados. A quaresma quer nos capacitar para isto. É isto que nos ensina o Evangelho da quarta feira de cinzas (cf. Mt 6,1-6.16 – 18), o qual nos propõe renovar nossas relações com Deus (sinceridade e não hipocrisia, orar em segredo e não de forma vaidosa, esperar a recompensa somente em Deu); nossas relações com os irmãos (esmola como partilha, ter a todos como irmãos (ãs) vivendo a fraternidade universal), nossas relações conosco mesmo ( praticar o jejum e o silêncio como escuta). Quando estas três relações, com Deus, com os irmãos e comigo mesmo, forem purificadas e sinceras, alcançaremos a paz Shalom que é o fruto maior da ressurreição de Cristo. A segunda leitura (cf. 2Cor 5,20-6,2), nos convida à penitência que é esta grande reconciliação com Deus. É necessário romper com o pecado e orientar-se definitivamente para Deus. É preciso crer no perdão de Deus, mas sobretudo, acreditar que é possível viver uma vida fraterna. Assim nossa quaresma será uma “Quaresma de Fraternidade”.


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), através da Campanha da Fraternidade que iniciamos no dia de ontem, nos propõe um itinerário de conversão a Deus que seja conversão aos irmãos. A CF quer ajudar-nos a assumir a dimensão comunitária e social da quaresma. Ela ilumina os temas fundamentais da quaresma ou seja: oração, jejum e esmola. Neste ano o tema da CF é “Fraternidade e vida: dom e compromisso” e o lema: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele”.


Deus deseja introduzir no mundo uma nova dinâmica que tem na compaixão e na misericórdia o princípio do agir cristão. É necessário justiça, igualdade e democracia, mas sem ajuda aos pobres e últimos da terra, sem ajuda prática aos excluídos, não há conversão, mas também não há progresso humano. A CF nos convida a imprimir uma nova direção na história: colocar a cultura, economia, recursos materiais, as religiões e Igrejas, para olhar e defender os últimos da terra, promovendo sua dignidade. É este o apelo de Deus para nós, no início desta quaresma: convertermos para assumir sua herança que é ter compaixão e cuidar. Sem esta atitude evangélica fundamental não se construirá a vida tal como Deus a quer.


Convido a todos para juntos percorrermos o itinerário quaresmal com muito amor e atenção pois nele Deus nos espera para nos cumular de graças e bênçãos, sendo a maior, a graça de uma verdadeira conversão.


+Dom Pedro Carlos Cipollini Bispo de Santo André

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