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Por que o celibato se não serei padre ou frei? Rapaz de 31 anos responde!

October 6, 2018

 

 

Aos 31 anos, depois se formar no Ensino Superior, Douglas Oliveira Macedo provavelmente iria pensar em casamento. E ele deu os primeiros passos porque no dia 29 de setembro celebrou seu “noivado com Jesus”. Em Santa Missa presidida pelo bispo diocesano, Dom Pedro Carlos Cipollini, o jovem rapaz professou seus primeiros votos de consagração no celibato.

 

Mas como um jovem com tão pouca idade decide por um caminho tão radical para sua vida? “Escolhi o celibato por um amor maior”, resumiu Douglas, missionário de aliança da Comunidade Católica Shalom, formado em Administração de Empresas e trabalhando em uma empresa têxtil de moda surfe e skate.

Ainda poderia alguém perguntar como teria a coragem. E para ele, radicalidade é uma boa resposta. “Na minha história, Deus me deu muitos sinais. Assusta, mas ao mesmo tempo, gera um grande impacto pela radicalidade”, explicou Douglas, que desperta a curiosidade em outras jovens. “Eles me questionam: ‘me fale desta radicalidade, deste amor’. Eu digo: ‘Não tenham medo, olhem e colham os sinais de Deus’”, disse.

Mas não pense que Douglas é um rapaz com adjetivos que o excluem da sociedade. Pelo contrário. Brincalhão, motivador, gente boa, como definem seus colegas, e já namorou, assim como qualquer rapaz. Contudo, sempre foi obediente à voz de Deus para sua vida. “Sempre fui uma pessoa de oferta incansável. Humanamente, você não vai tentar o celibato se não escuta a Deus. Mas quando escuta, ouve o apelo de Deus para nossa vida”, frisou.

 

No entanto, ainda há quem pense: “como superar certos desejos”? “O celibato vai muito além da expressão da relação sexual porque é ter um coração que não se divide. Isto é o mais desafiante. O ponto chave é estar com Deus”, relatou. “Recorde o matrimônio. Quando é casado, a pessoa deixa claro que é casada. Você mostra aquilo que vive. A mesma coisa do celibato. O celibatário colhe na oração esta vida guardada e reservada para Deus. Então, a vida é cercada por pessoas e coisas que podem gerar tentações. Uma menina, começar a gostar de alguém e se apaixonar não está fora da vida celibatária, mas é próprio do celibatário levar tudo para Deus, seus sentimentos, seus afetos, o que gosta, o que não gosta”, explicou.

Ele ainda destacou que tem uma grande liberdade de ser quem é. “Tinha receio de me intitular missionário da Igreja, às vezes. Agora, me intitulei quem sou: meu nome é Douglas, sou filho de Deus, sou Shalom, sou consagrado. Há uma característica da vida celibatária: interceder a Deus por quem não conhece a Deus. Sem eles saberem, acordo mais cedo e rezo por quem convive comigo. Hoje, eu ouço uma partilha de uma pessoa que não sabe nem o que é castidade, mas vejo que ela tem um grande respeito por quem sou”, contou.

Ele ainda agradeceu ao presente de ter o bispo como celebrante e revelou as palavras de carinho de Dom Pedro. “Ele disse para eu não desistir e persistir no caminho. Me senti como filho da Igreja que ouve a voz do seu pastor dizendo ‘continue’”, relatou.

 

Dom Pedro ainda recordou que Douglas e outros missionários da comunidade são chamados a anunciar a Paz. “São Paulo nos recorda que Cristo é a nossa própria Paz. Não devemos somente viver a Paz, mas anunciá-La. Não nos consagramos para a nossa vontade, mas para o projeto de Deus na nossa vida”, disse.

Ao fim da Santa Missa, Douglas se confraternizou com seus irmãos de comunidade, da sua família e com os colegas de trabalho e de outras paróquias que participou.

 

 

Texto e fotos de Thiago Silva

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