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Não à violência: Somos todos irmãos

A violência é um mal, ela é inaceitável como solução para os problemas da sociedade humana. Por isso a proposta da superação da violência em todos os seus níveis e manifestações marca a quaresma celebrada pela Igreja Católica neste ano.

 

A Campanha da Fraternidade nos pede atenção e conversão. Temos necessidade de despertar para uma cultura da fraternidade, apontando e apostando nos princípios de justiça e denunciando as ameaças à dignidade humana. Todos os católicos e pessoas de boa vontade de nossa sociedade são convidados a participar deste momento. Estamos convocados pelas consciências a construir a fraternidade e a cultura da paz.

O tema “Fraternidade e violência” e o lema “Sois todos irmãos” são propostas para reflexão. Parte-se do pressuposto de que a violência nunca constitui uma resposta justa. Parte-se também da necessidade que temos, cada vez mais urgente, de resgatar o sentido da fraternidade. A vida fraterna é síntese do Evangelho: “Como meu Pai me ama, assim eu também vos amo. Permanecei no meu amor”, disse Jesus (Jo 15,9).

A quaresma (quarenta dias de preparação para celebrar a morte e ressurreição de Jesus) é um tempo forte de penitência e conversão, mudança de vida e recomeço. Não é tempo de tristeza, mas de reflexão, de se interrogar: até quando suportaremos esta violência estrutural que nos envolve e esmaga? Será que usando a lei da vingança: “olho por olho”, não acabaremos todos cegos?

Os dados da violência entre nós são chocantes. Apesar de possuir menos de 3% da população mundial, o Brasil responde por quase 13% dos assassinatos no planeta. Em 2014, foram 59.627 mortes devido à violência, contabilizadas segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Devido à violência no trânsito, em 2012, quase 41 mil brasileiros perderam a vida nas estradas, índice superior a muitos países como China e Índia. Somos um país violento porque injusto, dado que “o extremo oposto da justiça é a violência”, afirmava Cícero, famoso jurista do império romano.

Apesar de ser difícil de caracterizá-la a violência no Brasil está relacionada a modelos de organização e a práticas sociais que alcançam um nível institucional e sistemático de produção e perpetuação de modos de vida violentos. A violência permeia as instituições sociais. Temos no país uma “violência cultural”, ou seja, o cultivo da violência, a violência legitimada. Há cultura da violência quando em uma sociedade, vão sendo tomadas decisões que inviabilizam a prática da justiça e da equidade e, por isso, a afirmação da paz e da fraternidade.

Existe a violência em suas várias faces: violência resultante da desigualdade social, doméstica, racial, violência causada pelo narcotráfico e pela corrupção. A corrupção trai a justiça e a ética social, desmantela a construção de uma sociedade justa e fraterna, enfraquece as políticas sociais e marginaliza os pobres, enfim ela é uma das formas mais refinadas de violência entre nós.

A Bíblia relaciona segurança e vida em paz com a prática da justiça. A pobreza com a fome e as doenças, suas consequências, são uma das piores formas de violência. Jesus pregou a justiça, a paz e a fraternidade, recusou a violência que é caminho de morte para o indivíduo e a sociedade. Nesta perspectiva a Campanha da Fraternidade nos provoca a sermos promotores da vida, para que todos vivamos em paz.

 

Artigo escrito por Dom Pedro Carlos Cipollini para o jornal Diário do Grande ABC

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